A vida é repleta de encontros e desencontros. É uma estação,
que não para de correr. Um relógio onde a pilha não acaba. Um rio, lento e caudaloso.
Acaba e recomeça, nunca tem um fim. Vida. Tantos que querem a ter, e tantos que
fazem tudo para perdê-la. Humanidade desumana. Animais que buscam com sede e
fome por algo que parece não existir. Um âmago de desespero para obter sucesso,
glória, fama... Poder. E a vida? Deixa a vida me levar, já dizia o samba de
Zeca Pagodinho. Mas e a vida, quem irá levar? Se você não leva a vida a sério,
o que restará de você? Mentes que não pensam. A vida está aí, correndo pelas
ruas, gritando pelos becos, agarrando-se aos meios fios, e você estarrecido na
busca por algo fútil e passageiro. Estabeleça conexões com o seu eu, antes que
ele se perca no meio de tanta parafernália inútil. Apegue-se ao sopro da vida,
antes que a boca que dela flui esse ar feche-se e seja tarde demais para tentar
captá-lo. Viva.
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