Trabalho
silenciosamente no véu da noite que varre o céus. Não me permito emoções ou não
preciso delas. Mas confesso que em um tempo distante, conheci os sentimentos.
Ao contar-me isso, minha senhora esboçou um sorriso. Me pareceu irônico de
início, mas depois enxerguei a verdade dentro de seus olhos de ressaca. A morte
já havia se apaixonado. Ela não era tão mórbida assim, havia amado, o que
significa que possuiu um coração, uma crença. Ela existia. Por isso jurou
passar a eternidade vagando em nosso mundo. Para tirar dos outros o que tanto
amou, a vida.
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