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terça-feira, 24 de novembro de 2015

O dia que eu descobri o amor

A história que vou contar não é só para os mais velhos, ou só para os jovens. Não tem um público alvo pra ser mais exata. Só tem um motivo, e logo vocês saberão qual.
“04 de janeiro de 1996. Eu estava em pé, embaixo do telhadinho de uma pacata lanchonete, esperando a chuva repentina passar. O ano havia mal começado, e eu estava disposta a tomar um rumo na vida. Tinha saído justamente pra procurar um emprego e começar uma nova etapa. Estava tudo bem até que um carro em alta velocidade passou numa poça d’água, me molhando da cabeça aos pés. Eu não lembro ao certo qual foi minha reação após tomar aquele banho de água fria. Não lembro se gritei, se xinguei, ou se tive vontade de morrer. O carro parou logo a frente, e de dentro dele saiu um cara que eu nunca havia visto na vida, que por sinal se sentia muito culpado e estava disposto a me pedir desculpas e me convencer de que não foi de propósito. Quando olhei nos seus olhos foi como mágica. Do mesmo jeito que sentia ódio, queria lhe abraçar e fazer de mim sua morada. Até hoje não conheço um sentimento com a mesma intensidade e quando descobri que esse sentimento era recíproco, me senti a mulher mais feliz do mundo. 04 de janeiro de 1996. A primeira vez que olhei nos olhos do homem que até hoje, é o motivo dos meus sorrisos. O dia que descobri o amor. Foi a primeira vez que provei algo tão agridoce. E continua igual, com a mesma característica. O amargo sempre presente, até porque nem tudo nessa vida é um mar de rosas. E o doce, ah o doce… É na medida certa.”
Agora, o motivo de eu ter contado essa história “clichê”? Eu quis contar pra mostrar que a vida, por mais “clichê” que ela seja, ela vale a pena. Que você pode um dia acordar e passar a amar tanto as qualidades de alguém quanto seus defeitos. Passa a amar suas risadas, suas palhaçadas, seu jeito carinhoso, até seu jeito rude. E acredite, esse dia será um dos melhores da sua vida.

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