Um fato: a gente não precisa
de muito. Não precisamos de muita coisa na vida para ser felizes. O muito nos
pesa, desagrada, incomoda. Nos afoga. Muitos sorrisos são estranhos. Muito
choro? Tristeza. Se a gente fala muito, perde a oportunidade de ouvir boas
histórias. Se nos calamos muito, perdemos a oportunidade de mostramos o nosso
potencial. Se nos isolamos, não conseguimos ver a beleza que está lá fora. Se
sairmos muito, não ficamos tempo em casa para socializar com nossa família. O
muito é exagerado, o muito mata. É preciso aprender a dosar as coisas,
equilibrar na vida. A única coisa que se deve ser usada sem medidas é o amor.
Amor nunca é demais, ao contrário, é o que está faltando no mundo. Por isso
ame. Ame intensamente, independente de cor, raça, etnia, tamanho, peso,
escolaridade, sexualidade, religião. Por que quando a gente morre, nada disso
vai importar. A alma não tem nada disso. É apenas um espectro que deixa uma
matéria orgânica e segue rumo à eternidade desconhecida. Desconheça toda e
qualquer medida de amar e ame. Não espere que as coisas mudem a seu favor,
antes, molde-se a elas. Se você quer, lute, faça acontecer. Não seja injusto,
antes, pratique a justiça. Não derrubando os outros, mas sendo coerente com a
verdade. O amor muda a gente, quando mais amamos, mais mudamos e as coisas
ficam lindas. Naturais. Fica mais fácil de viver e de compartilhar o que
sentimos. Quando você estiver cheio de muito, exploda. Chore. Grite. Desabafe.
E depois preencha a falta do muito com muito, mas muito amor.
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