Quem foi que disse que somos
donos do nosso destino? Quem foi que mentiu sobre sermos donos do coração e que
podemos escolher quem amar? Mentiras... Não somos nós autores da vida, apenas
protagonistas. Não adianta nossas escolhas, jamais saberemos o resultado final.
Nem mesmo se haverá um final. Andamos de olhos abertos, mas é como se houvesse
um tapa olhos nos impedindo saber que direção seguir. E com quem seguir. Quem
devo amar? Quem meus lábios irá beijar, meus dedos o corpo tocar, meus olhos
nos olhos fitar? Quem disse que eu escolhi? Não... Nem mesmo seu explicar. É
como se o trem a qual embarcamos colidisse de imediato ou freasse bruscamente.
Pare. Perdi o fôlego. Não mais eu, mas algo emanava sobre o meu corpo, pois o
controle não me pertencia. Aquele tremor, o friozinho que percorre por toda a
espinha... Eu não escolhi. Apenas senti. Senti a melhor sensação inexplicável
da vida. Talvez seja isso o que chamam de amor. Paixão. Ilusão? Não. Excitação?
Talvez. Sei que desejo é. Desejo de tê-lo, de o sentir. Engraçado? É. Em casa,
repensei. Como pode? Somos iguais. Pertencemos ao mesmo sexo. Possuímos os
mesmos órgãos reprodutores. Não me importei. Fiquei a imaginar como seria poder
me entregar. Ah... Eu apenas digo: que seja. Quem foi que disse que o amor é
algo que a gente mira e acerta e é o certo? Não. Amor é aquilo que te tira do
chão, arranca teu fôlego e te dá uma razão para viver. Não prenda-se a histórias
e estórias. Não seja superficial. Originalize-se. Liberte-se. Seja você. Por
que o ponto final pode ser dois pontos, vírgula, exclamação ou interrogação.
Escolhi viver nos três pontinhos. Escolhi a emoção. Amor. Paixão. Escolhi viver
segundo a razão. A razão do viver independente de terceiros, quartos e quintos
infernais. Céu ou Inferno? Quem disse que eu escolhi? Vivo no destino. Escolhi
viver. Escolhi amar. Sem medos. Sem voltas. Apenas amor.
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