Tentei sorrir. Na metade do
sorriso uma lágrima escorreu. Eu juro como tentei segurar, mas não deu. Não
hoje, não agora. Sabe há quanto tempo essa lágrima insiste em correr? Ela
correu, pois já não suportava mais a ausência de ar. Não aguentava a ideia de
minha infame insistência em deixar os olhos fechados, imaginando um futuro
inexistente nosso. Por isso eu tentei sorrir. O sorriso esmaeceu, esvaiu-se da
minha face e escondeu-se no esmo da minha imaginação. Meus lábios, salgados, só
reconhecem o frio do copo de uísque, vazio, inexpressivo, inerte. Já não sei
quantos copos virei, quebrei ou arremessei na parede. Por dentro tudo queima
tudo arde. Como se houvesse uma ferida aberta, inflamada, que não para de
incomodar e não há nada que possa diminuir isso. Mas sabe, isso em nada se
compara com a dor que está em meu peito. Cada lembrança sua, cada fragmento, é
como se fosse uma batida dolorosa em meu coração. Agulhas entram e saem, passeiam
pelos músculos cardíacos, provocando incômodo... Por favor, tira isso de mim!
Volta pra mim, me faz sorrir de novo. Me faz feliz. Ou pelo menos volta para se
despedir de uma forma menos dolorosa, por que te ver com o meu melhor amigo aos
beijos e de mão dadas foi a pior forma de despedida que eu pude ter até hoje.
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