“Eu não preciso do seu
dinheiro. Muito menos do seu carro. Mas, talvez, eu precise dos seus braços
fortes. Das suas mãos quentes. Do seu colo pra eu me deitar. Do seu conselho
quando meu lado menina não souber o que fazer do meu futuro. Eu não vou te
pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas uma coisa,
eu exijo. Quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais
alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me
venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros. Não, eu não
estou à venda. Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o
caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se
ganha o dia quando está comigo.”
— Caio Fernando Abreu.
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