Todo caso é um acaso. Sempre
achei que os encontros são um acaso. As consequências, um caso. Ou será o
contrário? Certa vez, estive observando um casal numa sorveteria, em uma tarde
quente de dezembro, e fiquei me perguntando: “Como será que eles se conheceram?”
E observando-os, tive a plena certeza de uma coisa: não importava como, nem
quando, ou onde, eles simplesmente se amavam. Como eu sabia disso? Simples. Um
olhar diz tudo. E o jeito que eles se olhavam era encantador. O brilho de seus
olhos, altamente brilhantes, era quase que hipnótico a quem observasse. Creio
que, se todos os casais se amassem com tal intensidade, haveria menos traição e
separação. Não é só amar. É manter o amor da mesma forma de quando se
conheceram. É regá-lo todos os dias. É beijar como se fosse à primeira vez.
Abraçar como se aquilo fosse à coisa mais preciosa do mundo. É entregar-se deliberadamente
a esse sentimento complacente. É fazer do acaso, um caso e do caso, todos os
acasos.
- José Costa.
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